"As Crônicas de Nárnia" é filme para crianças, mas sem ser infantil
 Estréia no próximo dia 9 de dezembro, no Brasil, "As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", da Disney. O filme foi baseado no livro de mesmo nome escrito pelo britânico C. S. Lewis.
"O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" é o segundo volume de "As Crônicas de Nárnia", série de sete livros que Lewis criou há mais de 50 anos. Ele conta a história de quatro crianças que são enviadas para a casa de um professor, no campo, para escapar dos bombardeios que Londres sofre durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, eles encontram uma passagem secreta para Nárnia e vão parar no meio de outra guerra.
Peter, Edmund, Susan e Lucy descobrem que o lugar está condenado a um eterno inverno criado pela Feiticeira Branca. A malvada bruxa aproveitou a ausência de Aslam, Deus-Leão do reino mágico, e se declarou rainha de Nárnia, uma terra de maravilhas povoada por seres fantásticos. Mas o retorno de Aslam, a presença das crianças e uma profecia ameaçam seu reino gelado.
O filme tem direção de Andrew Adamson, que fez os dois "Shrek". Ao assistir "As Crônicas de Nárnia", não há como não lembrar de outras grandes obras britânicas que também foram para as telonas: "Harry Potter" e, principalmente, "O Senhor dos Anéis". Em tempo: C.S. Lewis escreveu suas crônicas antes de J.R.R. Tolkien e, é claro, de J.K. Rowling.
Como em Harry Potter, há muita magia. Mas ela não é regulada por ministérios, escolas e prisões. Em Nárnia, a mágica está dispersa, presente em todo lugar e nas menores coisas. Para seus habitantes, é como se não existissem mundos que não fossem mágicos.
E como em "O Senhor dos Anéis", há mitologia: unicórnios, faunos, gigantes, ciclopes, feiticeiras e animais falantes - que podem não estar desse jeitinho na obra de J. R.R. Tolkien, mas com certeza a inspiraram. Há também a promessa de tempos de paz com a ascensão de um novo rei e uma batalha tão feroz quanto a guerra de Minas Tirith, em "O Retorno do Rei".
Para criar tudo isso, foram necessários muitos efeitos especiais, que são um dos destaques do filme. Os animais falantes são convincentes e seres como centauros e faunos também, assim como o reino gelado de Nárnia. O único que fica devendo é o leão Aslam, que no livro parece ser muito mais grandioso do que na tela.
Outro destaque fica por conta dos atores. Georgie Henley (Lucy Pevensie), William Moseley (Peter Pevensie), Skandar Keynes (Edmund Pevensie) e Anna Popplewell (Susan Pevensie) cumprem bem seus papéis, principalmente os dois menores, que fazem Lucy e Edmund. A atriz Tilda Swinton, que é a malvada feiticeira branca Jadis, é a própria encarnação do mal, e James McAvoy está ótimo no papel do fauno Tumnus.
"As Crônicas de Nárnia" tem duas horas e meia de duração, que passam rápido. O filme parece ter sido feito sob medida para crianças, mas sem ser infantil. Afinal, ele fala de guerras - tanto a do "mundo real", que acontece na Europa naquele momento, quando a do "mundo fantástico", em Nárnia - e mostra como os pequenos lidam com ela. E não é que eles conseguem se dar muito bem por conta própria?
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- Postado por: Danilo 10 o Rei dos baixinhos. às 17h16
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